IMAGEM: DIVULGAÇÃO/PARQUE BONDINHO PÃO DE AÇÚCAR

O setor naval e portuário do Rio de Janeiro recebeu investimentos de R$ 8,6 milhões do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para retomada projetos modernização de estaleiros e construção de embarcações.

Os valores custearão obras de apoio marítimo e infraestrutura aquaviária, com potencial para gerar mais de 12 mil empregos diretos no estado, fortalecendo a economia local.

Os investimentos contemplam três estaleiros fluminenses: Aliança, em Niterói, com 61 obras; Mauá, também em Niterói, com 38 obras; e São Miguel, em São Gonçalo, com 32 obras.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, essa retomada dos investimentos representa desenvolvimento econômico e fortalece a competitividade do Brasil no setor marítimo internacional. “O Fundo da Marinha Mercante garante condições para que o Brasil avance na modernização de sua indústria naval. No Rio de Janeiro, isso se traduz em mais empregos, mais oportunidades e em um setor marítimo mais competitivo no cenário internacional” disse, na sexta-feira (3).

Além dos estaleiros, o pacote inclui projetos como o Terminal Portuário ITG02, em implantação no Porto de Itaguaí, com orçamento de R$ 3,6 bilhões para movimentação de minério de ferro, e a modernização do OTSV Ilha do Mosqueiro, da Oceanpact, em projeto de R$ 21,3 milhões, que vai reforçar a eficiência operacional do setor.

Fundo da Marinha Mercante

Criado para apoiar a indústria naval e a marinha mercante, o Fundo da Marinha Mercante é administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), e opera com agentes financeiros como o BNDES, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Caixa.

O fundo oferece condições diferenciadas de crédito para viabilizar projetos estratégicos, sendo considerado essencial para a geração de empregos, a modernização da frota e o fortalecimento da competitividade brasileira no setor marítimo internacional.

No final de setembro, foram anunciados investimentos de R$ 1,7 bilhão do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de 188 embarcações no Amazonas. Os empreendimentos, que serão desenvolvidos pelas empresas LHG Mining e Hermasa, vão gerar 10 mil empregos.

FONTE: Monitor Mercantil – Com informações do Ministério dos Portos e Aeroportos

IMAGEM: MarineTraffic / Gianluca Balloni (Boracay com o nome anterior)

O Boracay, um petroleiro de 18 anos ligado à Rússia, apreendido por comandos franceses ao largo de Brest esta semana, foi localizado no local de até nove incidentes com drones no norte da Europa, de acordo com uma análise do Daily Telegraph sobre o rastreamento AIS. O jornal relata que a embarcação estava a uma distância de ataque de Copenhague, Kiel e vários aeroportos dinamarqueses quando misteriosos enxames de drones forçaram o fechamento de suas operações no final de setembro.

Construído em 2007, o Boracay passou por quatro proprietários registrados, cinco nomes e sete bandeiras nos últimos três anos, de acordo com dados da Windward, uma empresa de análise marítima.

O capitão do navio será julgado na França em fevereiro, anunciaram promotores franceses. As autoridades francesas abriram uma investigação preliminar sobre a tripulação por "recusa em cooperar" e "falta de justificativa da nacionalidade da embarcação".

O julgamento do capitão está marcado para 23 de fevereiro em Brest, onde ele poderá receber até um ano de prisão e uma multa de € 150.000 (US$ 176.000).

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky foi o primeiro a acusar a Rússia de usar petroleiros-sombra para "lançar e controlar drones sobre cidades europeias", um alerta que parece cada vez mais presciente.

Além disso, a tripulação a bordo de certos petroleiros-sombra está começando a causar preocupação, com um piloto dinamarquês declarando à revista Foreign Policy esta semana: "Estamos vendo pessoal uniformizado usando o uniforme camuflado da Marinha Russa". Os oficiais uniformizados não aparecem nas listas oficiais da tripulação.

Vladimir Putin, falando ontem no Clube Valdai em Sochi, respondeu com escárnio. "Não farei mais isso — para a França, Dinamarca, Copenhague, Lisboa — onde quer que eles possam chegar", sorriu, antes de descartar as acusações como táticas de intimidação da OTAN para aumentar os orçamentos de defesa. Condenando o embarque francês no Boracay, ele se irritou: "Isso é pirataria. O petroleiro foi apreendido em águas neutras sem justificativa. O que você faz com piratas? Você os destrói."

Em Copenhague, os líderes europeus adotaram um tom bem diferente. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, declarou: "Precisamos acabar com essas ilusões. Não, isso é guerra. Um novo tipo de guerra, muito complicado, mas é guerra". Ele afirmou que a Polônia já havia abatido drones em seus próprios céus e alertou que incidentes aconteciam "quase todos os dias" em torno de infraestruturas críticas.

No mesmo dia, guardas de fronteira poloneses revelaram ter interceptado um navio de pesca russo realizando "manobras suspeitas" a apenas 300 metros de um gasoduto do Mar Báltico, perto de Władysławowo. Após receber ordens por rádio para deixar a zona de exclusão, o navio partiu — mas o encontro aprofundou os temores de uma investigação deliberada das linhas vitais de energia da OTAN.

O presidente francês, Emmanuel Macron, foi igualmente direto: "Uma parcela muito significativa do financiamento de guerra da Rússia vem desses petroleiros da frota paralela. Cortá-los não é uma opção, é uma necessidade", disse ele. Macron afirmou que entre “30 a 40%” do esforço de guerra da Rússia é financiado por meio de operações da frota paralela.

FONTE: SPLASH247.COM

IMAGEM: GREENPEACE

O governo dinamarquês anunciou ontem que está reforçando as inspeções ambientais e de segurança de petroleiros — especialmente navios mais antigos e de alto risco — que passam por suas águas ou ancoram em Skagen Red, um ancoradouro importante na passagem entre o Mar Báltico e o Mar do Norte.

O ministro do Meio Ambiente, Magnus Heunicke, afirmou que embarcações mais antigas representam ameaças específicas ao meio ambiente marinho da Dinamarca, destacando a necessidade de uma supervisão mais rigorosa. As regras agora se estendem aos padrões ambientais básicos: gestão de resíduos, água de lastro, emissões, qualidade do combustível e verificação de certificados.

O ministro da Indústria, Morten Bødskov, foi ainda mais direto, afirmando: "Precisamos pôr fim à máquina de guerra de Putin. Isso também se aplica à frota paralela russa". Bødskov descreveu muitos desses navios como "velhos e desgastados".

Após as recentes incursões de drones em seus aeroportos, provavelmente de navios-fantasma, a Dinamarca está mudando a política para embarcações que antes evitavam escalas ancorando fora de Skagen, muitas vezes além dos limites tradicionais de inspeção. Agora, as autoridades abordarão e inspecionarão navios que "não podem ser considerados em uma viagem pacífica", incluindo aqueles ancorados.

Os dados coletados por meio dessas inspeções poderão ser compartilhados com parceiros internacionais para identificar e sancionar embarcações específicas da frota-fantasma, informou o governo dinamarquês ontem.

O Boracay, um petroleiro de 18 anos ligado à Rússia, ganhou as manchetes na semana passada quando foi apreendido por comandos franceses ao largo de Brest. O navio é apontado como envolvido em uma recente incursão de drones no aeroporto de Copenhague.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi o primeiro a acusar a Rússia de usar navios-fantasma para "lançar e controlar drones sobre cidades europeias", um alerta que parece cada vez mais presciente.

Além disso, a tripulação a bordo de certos petroleiros paralelos está começando a causar preocupação, com um piloto dinamarquês declarando à revista Foreign Policy na semana passada: "Estamos vendo pessoal uniformizado usando o uniforme camuflado da Marinha Russa". Os oficiais uniformizados não aparecem nas listas oficiais da tripulação.

Em Copenhague, na semana passada, o primeiro-ministro polonês Donald Tusk declarou: "Precisamos acabar com essas ilusões. Não, isso é guerra. Um novo tipo de guerra, muito complicado, mas isso é guerra". Ele disse que a Polônia já havia abatido drones em seus próprios céus e alertou que incidentes estavam acontecendo "quase todos os dias" em torno de infraestruturas críticas.

O presidente francês Emmanuel Macron – falando na mesma cúpula na semana passada – disse: "Uma parcela muito significativa do financiamento de guerra da Rússia vem desses petroleiros da frota paralela. Cortá-los não é uma opção, é uma necessidade". Macron afirmou que entre "30% e 40%" do esforço de guerra da Rússia é financiado por meio de operações da frota paralela.

FONTE: SPLASH247.COM

IMAGEM: Rafael Catarcione/Prefeitura do Rio

O Complexo Lagunar da Zona Sudoeste do Rio, que abrange Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, vai ganhar um novo sistema de transporte público aquaviário: o Lagunar Marítima. O sistema de barcos contará com cinco terminais, seis estações, oito linhas e será integrado ao transporte municipal, adotando a mesma tarifa já cobrada em outros modais: atualmente em R$ 4,70. A expectativa é que o novo modal transporte 85 mil pessoas por dia, além de oferecer mais qualidade de vida, novas alternativas de deslocamento e melhora no tráfego nas principais vias da região, como as avenidas das Américas e Ayrton Senna.

Por meio de uma Parceria Pública-Privada (PPP), realizada pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), o Consórcio Lagunar Marítimo venceu a licitação do projeto de concessão. O contrato, assinado no último dia 17 e com validade de 25 anos, prevê a implantação, operação e manutenção do novo sistema, com investimento mínimo do consórcio de R$ 101,6 milhões, que pode ser ampliado.

Com o contrato já assinado, o Consórcio Lagunar Marítimo tem até 30 dias para apresentar o cronograma de trabalho, e até 36 meses para construir cinco terminais obrigatórios: Gardênia Azul, Jardim Oceânico/Metrô, Linha Amarela, Muzema e Rio das Pedras; e seis estações/píeres: Arroio Pavuna, Barra Shopping, Bosque Marapendi, Parque Olímpico, Salvador Allende e Vila Militar.

Ao todo serão oito linhas obrigatórias: expressa Rio das Pedras x Linha Amarela; expressa Rio das Pedras x Jardim Oceânico; expressa Rio das Pedras x Barra Shopping; expressa Muzema/Jardim Oceânico; Linha Amarela x Muzema x Metrô; expressa Bosque Marapendi x Jardim Oceânico; Circular Lagoa de Jacarepaguá; e expressa Gardênia x Jardim Oceânico. A expectativa é que as obras tenham início no primeiro semestre de 2027, passando as etapas de apresentação do plano de implementação, dos projetos básico e executivo e da obtenção de licenças.

Além dessas construções obrigatórias, ficará a cargo do consórcio propor outras linhas, terminais e estações por meio da apresentação do Plano de Implantação Operacional.

As embarcações

O consórcio deverá seguir as especificações definidas pela Prefeitura do Rio para compor a frota de embarcações. Os barcos podem ter capacidade para 42 a 120 passageiros. A frota deverá ter identificação visual externa da linha; atender as especificações de manutenção da Autoridade Marítima; sistema de alarme, combate a incêndio e de navegação por instrumentos.

A cabine de passageiros deverá ser protegida de chuva e vento, além de ter assentos novos e estofados. As saídas de emergências precisarão estar sinalizadas, assim como os barcos deverão ter iluminação para navegação noturna e acessibilidade. No início da operação, as embarcações deverão ter no máximo cinco anos de fabricação. O consórcio deverá ter uma frota reserva equivalente a 10% da frota operante.

A Iguá Saneamento, concessionária de água e esgoto da região de influência do programa, tem a obrigação contratual de investir R$ 250 milhões em desassoreamento e despoluição do complexo lagunar até agosto de 2026. O projeto de dragagem já foi licenciado pelo Inea, órgão ambiental do Governo do Estado, e aprovado em agosto de 2023.

Atividade de barcos local

O novo transporte público municipal irá funcionar paralelamente à atividade já realizada há décadas por barqueiros da região. O edital prevê a continuidade dos barcos, que não irão atuar nas rotas do transporte público municipal, nem irão concorrer com o aquaviário municipal em valor da passagem.

Atualmente, os barcos locais não possuem pontos fixos e atendem moradores das ilhas da Gigoia, Primeira e demais existentes no entorno.

FONTE: PREFEITURA DO RJ

 

IMAGEM: DPC/PRATICAGEM/DIVULGAÇÃO

Diretoria de Portos e Costas informou à representação sindical que instaurou Processo Administrativo em que suspende, cautelarmente, certificados modelos DPC-1033 e DPC-1034 em virtude de fraudes nos documentos supostamente emitidos pela Administração de Sint Maarten, apontadas na Carta-Circular nº 5019/IMO.

A decisão saiu um mês após o alerta da Conttmaf sobre as reclamações recebidas de seus sindicatos marítimos afiliados.

Aquaviários que receberam propostas para a aquisição destes documentos, desconfiados, entraram em contato com os seus sindicatos para denunciar o golpe.

Ao todo, foram identificados 29 certificados de competência modelo DPC-1033 e 13 de proficiência modelo DPC-1034. As informações levantadas foram encaminhadas pela Autoridade Marítima à Polícia Federal.

A administração de Sint Maarten publicou um comunicado em que declara que não emite e nem autoriza a emissão de certificados de embarcações e de marítimos.

Destacamos que a formação de oficiais da Marinha Mercante no Brasil segue, rigidamente, os padrões estabelecidos em convenções da Organização Marítima Internacional (IMO) e a legislação nacional.

Cabe ressaltar que os oficiais da Marinha Mercante passam por uma formação que exige dedicação e tempo para alcançar a certificação necessária.

“Não podemos aceitar que indivíduos que não cumpriram os requisitos do STCW e não realizaram a formação marítima apropriada possam desempenhar funções a bordo para as quais não estão capacitados”, disse o presidente do Sindmar e da Conttmaf, Carlos Augusto Müller.

Se você tiver dúvidas sobre a autenticidade de um certificado de habilitação, informe ao seu sindicato para que as autoridades competentes possam ser consultadas.

IMAGEM: CASA CIVIL/BANCO DE IMAGENS

O relatório de AIR acerca do tema será apresentado no dia 6 de outubro e as contribuições podem ser enviadas até 23 deste mês
 

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) promove, na próxima segunda-feira (6), às 14h30, Webinário Técnico para tratar do afretamento por tempo na navegação marítima, com ênfase sobre a cabotagem. 

O encontro, que acontece no contexto da Tomada de Subsídios SRG Nº 2/2025-ANTAQ, será transmitido pelo Youtube. Dúvidas sobre o relatório podem ser enviadas ao vivo pelo aplicativo de mensagens WhatsApp pelo número (61) 2029-6515.

O objetivo é obter contribuições, subsídios e sugestões referentes ao relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) preliminar desse tema, que está incluído na Agenda Regulatória 2025/2028. As contribuições podem ser enviadas até o dia 23 de outubro de 2025.

Sobre o relatório 

O relatório apontou algumas soluções, com foco no segmento de transporte de granéis sólidos e neogranéis, como vincular o afretamento a uma carga específica, ampliar prescrições, regulamentar o bloqueio parcial, estabelecer período máximo para o afretamento por tempo, e ampliar a duração e a antecedência da circularização em relação ao embarque.

A participação social permitirá o aprimoramento dos fundamentos que subsidiarão o aperfeiçoamento dos instrumentos regulatórios relacionados ao afretamento por tempo na navegação de cabotagem. Além disso, a atualização é necessária para que os procedimentos de afretamento estejam alinhados aos aperfeiçoamentos trazidos pela Lei 14.301/2022, BR do Mar.

Também será realizado um webinário ao vivo para a apresentação técnica do relatório de AIR. A data será divulgada em breve. O encontro será transmitido pelo canal da ANTAQ no Youtube.

A Tomada de Subsídios SRG nº 2/2025-ANTAQ é voltada exclusivamente para a navegação de cabotagem. Ela integra a abordagem do tema 2.1 da Agenda Regulatória da Antaq 2025/2028 — Afretamento por tempo na navegação marítima, que também contempla a navegação de apoio marítimo. Entretanto, para esse último segmento, está sendo elaborado um relatório de AIR específico, que em breve, será submetido à participação social.

Contribuições

As contribuições poderão ser dirigidas à ANTAQ até as 23h59 do dia 23 de outubro de 2025. Os envios devem ser realizados exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível no site da autarquia. Para o envio de imagens digitais, tais como mapas, plantas e fotos devem ser encaminhados para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

FONTE: ANTAQ

IMAGEM:  CDRJ/Divulgação

O município de Maricá, no estado do Rio de Janeiro, deu os primeiros passos rumo à criação de uma nova alternativa de transporte: uma hidrovia integrada ao Complexo Lagunar Maricá-Guarapina. A proposta é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar).

O projeto, atualmente na fase de estudos de viabilidade, prevê a implantação de hidrovias e de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), com o objetivo de ampliar a oferta de modais de transporte na cidade. A iniciativa também contempla estudos ambientais para obtenção da Licença Prévia (LP), além da elaboração dos projetos básico e executivo.

Com mais de 34 quilômetros de extensão, o Complexo Lagunar Maricá-Guarapina poderá se transformar em uma rota aquaviária eficiente e integrada, promovendo maior conectividade entre os bairros do município. A expectativa é que a nova hidrovia contribua para a redução do tempo de deslocamento da população, desafogue o tráfego nas vias terrestres e incentive o transporte de pequenas e médias cargas, além de beneficiar diretamente a atividade pesqueira local.

A proposta visa impulsionar o desenvolvimento econômico da região, ao promover a integração multimodal e estimular novos investimentos em infraestrutura e logística.

FONTE: DNIT

IMAGEM: DIEGO BARAVELLI/MINFRA


Um quinto das indústrias consideraria usar transporte marítimo, mas desafios geográficos e rotas limitadas

Um quinto das indústrias brasileiras que não usam a cabotagem — o transporte marítimo entre os portos de um mesmo país — lançaria mão dessa modalidade logística se “houvesse condições adequadas”, que será divulgada nesta quarta-feira.

A sondagem entrevistou 195 empresas industriais. Dessas, somente 29% usam a cabotagem para escoar suas cargas em um país que tem uma das maiores costas marítimas do mundo.

O impacto da cabotagem na logística nacional

Em julho, o governo federal editou um decreto que regulamenta a “BR do Mar”, programa lançado em 2022 para impulsionar a cabotagem.

Segundo a CNI, a movimentação entre os portos nacionais responde por 11% da matriz de transportes do Brasil. E essa fatia é concentrada na logística do petróleo e de combustíveis, que responde por 75% da cabotagem no país.

A avaliação da CNI é de que o Brasil tem potencial para usar mais a cabotagem. Em geral, essa modalidade logística se destaca pelo custo mais baixo que o rodoviário, por exemplo e maior segurança em relação a roubos e desvios de carga.

Quanto mais carga, mais vantajoso é o custo do navio. Por isso, na estimativa da CNI, “um melhor equilíbrio na matriz de transportes do país” poderia levar a uma redução de 13% no custo logístico das empresas.

Obstáculos ao uso da cabotagem

Conforme a sondagem da CNI, ao responderem sobre os impeditivos, as indústrias que não usam a a cabotagem citaram com maior frequência (45% dessa parcela de entrevistados) a incompatibilidade geográfica (45%).

“Foram mencionadas ainda a indisponibilidade de rotas (39%), o maior tempo de trânsito (15%) e a distância da origem do transporte até o porto (15%)”, diz uma nota divulgada pela CNI.

Já entre os 29% do total de entrevistados que usaram a cabotagem, o motivo mais citado como razão por que adotam a modalidade logística foi a redução de custos, mencionada por 79% dessa parcela. O segundo motivo mais citado foi a segurança no transporte (21%).

FONTE: EXAME

 

IMAGEM: Linkedin Principle Power/ILUSTRAÇÃO

Iniciativa coordenada pelo MME reunirá 23 instituições e abrirá caminho para aproveitar o potencial de 1.200 GW em geração renovável e sustentável

Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta quarta-feira (1º/10), resolução que cria o Grupo de Trabalho Eólica Offshore (GT-EO), com o objetivo de propor medidas necessárias para a regulamentação e efetiva aplicação da Lei nº 15.097, de 10 de janeiro de 2025 (Lei das Eólicas Offshore), no Brasil. Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o colegiado terá participação de 23 instituições e poderá convidar representantes do setor produtivo e da sociedade civil.

O potencial brasileiro para geração eólica offshore é estimado em mais de 1.200 gigawatts, distribuídos pelas regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Estudos indicam que, em áreas da costa com até 50 metros de profundidade e ventos a 100 metros de altura, existem 697 gigawatts de capacidade aproveitável. Atualmente, tramitam no Ibama 104 pedidos de licenciamento ambiental de projetos de eólicas offshore, totalizando 247 megawatts em análise.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a medida reafirma o compromisso do país com a transição energética. “Estamos criando as bases regulatórias para transformar o potencial da eólica offshore em uma realidade concreta para o Brasil. Essa é uma oportunidade histórica de gerar emprego, renda e desenvolvimento sustentável, colocando o país na vanguarda mundial da energia limpa”, destacou Silveira.

A criação do GT-EO busca estabelecer o arcabouço infralegal no âmbito federal que deverá abordar os pontos como definição locacional prévia, regras para solicitação de Declaração de Interferência Prévia (DIP), critérios de qualificação técnica e econômico-financeira, além de sanções aplicáveis em caso de descumprimento de obrigações. Também estão previstas entregas em etapas, incluindo estudos técnicos sobre coexistência entre a energia eólica offshore e atividades de pesca, segurança na navegação, necessidades portuárias, bem como propostas de digitalização de processos e a criação de um Portal Único de Gestão de Áreas Offshore.

De acordo com as estimativas apresentadas pelo MME, a expansão da eólica offshore poderá gerar até 516 mil empregos em tempo integral até 2050 e adicionar cerca de R$902 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) no mesmo período. Os custos projetados para usinas com fundações fixas variam entre 52 e 64 dólares por megawatt-hora, demonstrando competitividade em relação a outras fontes renováveis.

FONTE: MME

IMAGEM: CIAGA/DIVULGAÇÃO
 

Na segunda-feira (29), o CIAGA enviou um comunicado ao Sindmar para informar sobre a reabertura das inscrições para os cursos EBCP-5, EESS-1, EOPN-5, ECIA-3 e EARP-4.

De acordo com a Divisão de Inscrição do CIAGA, esta relação pode ser encontrada no site da instituição, no Quadro de Avisos, e os dados referentes a ela no Anexo A do PREPOM-Aquaviários 1º e 2º semestre/2025.

“No caso de discordância entre ambos, prevalece o estabelecido no Anexo A do PREPOM”, diz trecho da nota encaminhada ao Sindmar. O comunicado diz, ainda, que as informações também estão disponíveis para consulta no site da DPC, nos links abaixo:

https://www.marinha.mil.br/dpc/cursos-prepom

https://www.marinha.mil.br/dpc/sites/www.marinha.mil.br.dpc/files/2025-07/PREPOM202515072025.pdf

A representação sindical ressalta que esta é uma oportunidade para que oficiais e eletricistas que não possuem o tempo de embarque necessário para revalidar certificado se atualizem em relação a estes cursos.

ORIENTAÇÕES DA DIVISÃO DE INSCRIÇÃO:

O candidato poderá realizar a inscrição comparecendo à Divisão de Inscrição do CIAGA, enviando a documentação por meio de uma Capitania, Delegacia ou Agência mais próxima de sua residência ou enviar cópia autenticada da documentação pelo Correio, observando-se os procedimentos a seguir:

a) INSCRIÇÃO REALIZADA NA DIVISÃO DE INSCRIÇÃO DO CIAGA: o candidato deverá comparecer no guichê do Setor de Atendimento e apresentar/entregar as cópias autenticadas ou os originais e as cópias simples dos documentos constantes no PREPOM-Aquaviários/2025, para que os militares do setor autentiquem as cópias simples.

b) INSCRIÇÃO REALIZADA POR MEIO DE UMA CAPITANIA (CP), DELEGACIA (DL) OU AGÊNCIA (AG): o candidato deverá comparecer no Grupo de Atendimento ao Público (GAP) da CP, DL ou AG mais próxima da residência e apresentar/entregar as cópias autenticadas ou os originais e as cópias simples dos documentos constantes no PREPOM-Aquaviários/2025, para que os militares dessas Organizações Militares autentiquem as cópias simples e encaminhem a documentação ao CIAGA.

c) INSCRIÇÃO REALIZADA POR MEIO DOS CORREIOS: o candidato poderá enviar as cópias dos documentos constantes no PREPOM-Aquaviários/2025, autenticadaseem envelope único, para o seguinte endereço:

CENTRO DE INSTRUÇÃO ALMIRANTE GRAÇA ARANHA
Divisão de Inscrição
Av. Brasil, nº 9.020 – Olaria – Rio de Janeiro/RJ
CEP: 21030-001

Para a contagem do tempo de embarque para inscrição e classificação no curso, a seguinte documentação deverá ser apresentada:

a) Cópia autenticada ou cópia simples com apresentação da original da Folha de rosto com a Etiqueta de dados pessoais e das Folhas de registro de embarque da CIR, para autenticação da cópia simples pelo militares do CIAGA ou das CP/DL/AG. Ressalta-se que as cópias da folha de rosto e das folhas de registro de embarque da CIR deverão apresentar a numeração pontilhada da CIR visível; e

b) Atestado de embarque de Aquaviários (Anexo 1-S da NORMAM-101), devidamente preenchido e assinado pelo representante legal da empresa habilitado para assinar o documento. O nome de quem assina o documento deverá ser informado pela empresa a DPC, conforme contido no subitem 1.26.2 (Instruções especiais) da NORMAM-101.

Releva destacar que os períodos ilegíveis e rasurados na CIR e os períodos divergentes nos dois documentos (CIR e Anexo 1-S) não serão considerados para o cômputo do tempo de embarque para cumprimento de requisito e classificação nos cursos.

FONTE: SINDMAR

IMAGEM: DIVULGAÇÃO

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou, na segunda-feira (29), em Manaus (AM), a liberação de R$ 1,7 bilhão do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de 188 embarcações no Amazonas pelas empresas LHG Mining e Hermasa. Segundo a pasta, as obras vão gerar 10.000 empregos na região. A liberação foi anunciada pelo ministro de portos e aeroportos, Silvio Costa Filho, que participou da entrega das primeiras balsas para transporte de minério de ferro, do projeto da LHG Mining, construídas no Estaleiro Juruá.

Ao todo, serão 128 embarcações previstas para o Amazonas, com investimentos de R$ 1,36 bilhão. A empresa construirá no total de 400 barcaças e 15 empurradores, com investimento de R$ 4,3 bilhões nos estados do Amazonas, da Bahia, do Pará e de São Paulo. Já a Hermasa será responsável pela construção de 60 balsas graneleiras e dois empurradores, incluindo modelos com capacidade de até duas mil toneladas. O investimento é de R$ 384,3 milhões, com recursos do FMM.

No evento, no Amazonas, Costa Filho disse que a navegação fluvial é importante para o país, pois reduz a emissão de gases de efeito estufa (GEE), desafogam estradas e mantém a movimentação de caminhões em trajetos mais curtos. Segundo o ministro, cada comboio reúne 16 barcaças, e cada uma dessas embarcações transporta até 50.000 toneladas de minério, o que corresponde a 1.250 caminhões no total.

O ministro participou também da inauguração do porto fluvial de Envira e do anúncio obras de modernização da instalação portuária de Eirunepé, no Amazonas. “As entregas que estamos fazendo hoje estimulam a sustentabilidade, a descarbonização, a redução de custo logístico do Brasil e promovem a geração de emprego e renda no Amazonas”, afirmou Costa Filho.

Fonte: Portos e Navios

IMAGEM: IMAGEM APENAS PARA FINS DE REPRESENTAÇÃO

Sindicatos marítimos do mundo estão em ação para proteger a gente do mar. O ISU-Lanibra se apresenta como um sindicato, porém não passa de um esquema de exploração e não se responsabiliza quando os trabalhadores mais precisam, deixando-os sem salários, sem comunicação e até mesmo abandonados.

No Brasil, a Petrobras deu um passo correto, com “phase out” de navios de conveniência que não tenham acordo ITF como condição mínima para proteger marítimos que trabalham fora de seus países, após campanha da Conttmaf.

O Sindmar está engajado com os principais sindicatos marítimos do mundo na denúncia e no combate a essa prática criminosa contra os trabalhadores, para defender direitos, proteger vidas e impedir que padrões que já são mínimos sejam desrespeitados.

A Conttmaf e a FNTTAA também estão atuando e apoiando a iniciativa. Junte-se a nós! Envie uma carta ao governo da Eslovênia e peça medidas contra o falso sindicato ISU-Lanibra por meio do link a seguir:
https://isu.exposed/take-action/send-message/

Estamos defendendo boas condições no trabalho marítimo!