Brasília – Plenário da Câmara dos Deputados antes da discussão do relatório do impeachment (Antônio Cruz/Agência Brasil)

Antonio Cruz/AGÊNCIA BRASIL

 

Centrão obstrui pauta da Câmara

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta 2ª feira (9.nov.2020) que o Brasil pode “explodir” sem votações importantes de controle dos gastos públicos. O chamado Centrão e a oposição obstruem atualmente a pauta da Casa. O congressista cobrou que o governo aja para organizar sua base.

“A esquerda está obstruindo por 1 motivo e o governo por outro, mas quem tem interesse na pauta é o governo. O Brasil vai explodir em janeiro se as matérias não forem votadas. O dólar vai a R$ 7, a taxa de juros de longo prazo vai subir para 1 país que hoje, no final do ano, vai ter 100% da sua riqueza em dívida”, declarou à CNN Brasil.

Maia se referiu a duas disputas em curso entre os deputados. A oposição está em obstrução pela votação da MP (Medida Provisória) 1.000 de 2020, que prorrogou o auxílio emergencial até o fim do ano com o valor de $ 300. Já os partidos de centro, da base do governo, querem a presidência da CMO (Comissão Mista de Orçamento) em uma prévia da disputa pela cadeira de Maia em fevereiro de 2021.

“O governo que precisa tomar uma decisão urgente. O governo será 1 governo popular ou 1 governo populista. Se o governo quiser construir soluções fora do teto de gastos, fora do limite de gasto público o governo estará sendo populista como foi o governo anterior e deu em 2 anos recessão”, afirmou.

FONTE: PODER360

 

 

 

Emprego Desemprego Carteira de Trabalho

(Imagem: Agência Brasília/Tony Winston)

 

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu 2,9 pontos na passagem de setembro para outubro, para 84,9 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa o sexto avanço consecutivo, mas o ganho ainda é insuficiente para recuperar as perdas acumuladas entre fevereiro e abril, por causa da pandemia de covid-19. Em médias móveis trimestrais, o IAEmp avançou 6,3 pontos, para 80,6 pontos.

 

“Apesar da sexta alta seguida, a melhora tem sido mais tímida com o passar dos meses e o nível atual ainda se encontra consideravelmente abaixo do período pré-pandemia. A incerteza, que ainda se mantém elevada, e a proximidade do período final de ajuda do governo, parecem contribuir para uma maior cautela dos empresários”, diz a nota divulgada há pouco pela FGV.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) se manteve estável, com variação nula, em outubro ante setembro, aos 96,4 pontos. Foi o segundo mês seguido de estabilidade. “A estabilidade do indicador mostra que a percepção sobre o mercado de trabalho ainda é negativa e sugere piora na taxa de desemprego. O alto patamar também mostra que ainda existe uma longa caminhada para voltar ao nível anterior à pandemia”, diz a nota da FGV.

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Já o IAEmp sugere expectativa de geração de vagas adiante, quanto menor o patamar, menos satisfatório o resultado.

 O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

No IAEmp, quatro dos sete componentes avançaram em outubro. O destaque foi o indicador da Indústria de Situação Atual de Negócios, que subiu 18,5 pontos, para 139,1 pontos. Por outro lado, os indicadores de Serviços de Tendência de Negócios e de Emprego Previsto caíram 5,3 pontos e 4,8 pontos, respectivamente.

No ICD, houve queda para as famílias de maior poder aquisitivo, principalmente as com renda mensal entre R$ 4,8 e R$ 9,6 mil, cujo indicador de Emprego local atual (invertido) variou positivamente em 1,8 ponto na margem. Já para as famílias de menor poder aquisitivo, principalmente as com renda mensal até R$ 2,1 mil, o indicador de Emprego local atual (invertido) piorou 1,2 ponto na margem, segundo a FGV.

Estadão Conteúdo

 

mercado de trabalho

mercado de trabalho/Blog QG do Enem

Segundo Campos Neto, a geração de empregos não acompanhou evolução tecnológica

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou, nesta segunda-feira (9), que o mercado de trabalho não terá recuperação tão rápida quanto a atividade econômica após a pandemia do novo coronavírus.

O titular da autoridade monetária disse, em evento virtual promovido pela revista The Economist, que a aceleração tecnológica durante a crise foi tão rápida que impactou a alocação de mão de obra, especialmente de trabalhadores informais.

“O consumo está se recuperando e o PIB [Produto Interno Bruto] também, mas o mercado de trabalho não. Isso porque a tecnologia avançou tão rapidamente que não deu tempo de alocar os trabalhadores em algum lugar", destacou.

"A pandemia trouxe mudanças no padrão de consumo. Alguns vão voltar ao que eram antes, outros não”, ponderou.

"Acredito que a tecnologia acelerou a um ponto que vamos ter um novo equilíbrio", disse o presidente do BC.

 

O desemprego bateu novo recorde e chegou a 14,4% no trimestre encerrado em agosto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o IAEmp (Indicador Antecedente de Emprego) divulgado nesta segunda pela FGV (Fundação Getulio Vargas), em outubro o mercado de trabalho mostrou recuperação, porém com menor intensidade.

O índice, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no país, subiu 2,9 pontos e foi a 84,9 pontos no período, sexto mês seguido de alta, mas indica desaceleração da recuperação desde julho.

Segundo a FGV, o resultado de outubro confirma o cenário de recuperação do mercado de trabalho, entretanto, a melhora tem sido mais tímida com o passar dos meses e o nível atual ainda se encontra abaixo do período pré-pandemia.

Campos Neto ressaltou que não há espaço fiscal para mais programas do governo de combate aos efeitos da pandemia em economias emergentes, principalmente no Brasil.

“O governo tem que fazer mais programas, o que significa mais gastos, e nos leva à questão: temos espaço fiscal para isso? Provavelmente a resposta, pelo menos nos emergentes, especialmente no Brasil, é não", declarou.

"Muitos países pensam em programas de renda básica ou coisas do tipo", frisou.

Segundo Campos Neto, a sociedade tem demandado uma recuperação sustentável e inclusiva.

Em seu ponto de vista, o crescimento econômico dos próximos anos terá de ser fomentado com dinheiro privado.

"Estamos perdendo dinheiro em portfólio porque as taxas [de juros] estão cada vez menores, mas estamos ganhando em investimento no setor real", comparou.

"Em 2019, estávamos caminhando para usar mais capital privado, com reformas que reduzem o tamanho do estado. Cortamos a Selic ao menor nível da história, 4,5% [ao ano] para 2%", lembrou.

Sobre inflação, o presidente do BC reforçou que o país vive momento de aceleração nos preços de alimentos e avaliou que também há efeito de alta das commodities e do câmbio. ​

“O que chamamos de poupança precaucional vai para consumo de comida em casa. Como as pessoas ficaram mais em casa, elas não vão ao cinema, não viajam transferiram isso para o consumo de alimentos”, pontuou.

 No início da crise, os Estados Unidos abriram uma linha de swap (troca) de moedas com alguns países, entre eles o Brasil, de R$ 60 bilhões.O objetivo era prover liquidez em moeda norte-americana em meio à pandemia. O Brasil, entretanto, não chegou a usar o socorro.

 

No evento, Campos Neto elogiou a atuação do Fed (Federal Reserve), o banco central americano, durante a crise e afirmou que não pretende usar a linha.

"Temos US$ 350 bilhões em reservas internacionais. Com a valorização do dólar, o percentual de reservas com relação ao PIB [em reais] cresceu e por isso não precisamos usar, mas é bom ter essa parceria com o Tesouro dos Estados Unidos e esse diálogo", justificou.

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

 

planejamento de aposentadoria

 

YOZAYO/GETTY IMAGES

 

INSS aceita tempo no Seguro Desemprego para Aposentadoria? Na hora da aposentadoria, um ano, um mês ou até mesmo um dia de contribuição pode fazer uma grande diferença.

Ao longo da vida profissional o trabalhador pode perder o emprego e para isso existe uma proteção social: o seguro-desemprego.

É SÓ O DESEMPREGADO QUE PODE RECEBER O SEGURO DESEMPREGO?

Não. Além do trabalhador demitido sem justa causa, também pode receber este benefício:

  • aqueles cujo contrato de trabalho foi suspenso em virtude de participação em curso ou programa de qualificação oferecido pelo empregador;
  • pescadores profissionais durante o período em que a pesca é proibida devido à procriação das espécies;
  • trabalhadores resgatados da condição análoga à de escravidão.

O TEMPO EM QUE O DESEMPREGADO RECEBE O SEGURO, CONTA PARA FINS DE APOSENTADORIA?

Não conta para nada. Nem para fins de aposentadoria, nem como carência para obtenção de outros benefícios, mas durante período de recebimento o trabalhador desempregado mantém a qualidade de segurado.

Isso significa que, enquanto o trabalhador estiver recebendo o seguro, ele continua segurado da Previdência Social sem precisar pagar nada.

CASO O DESEMPREGADO QUEIRA CONTRIBUIR PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL, ESTE TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO SERÁ COMPUTADO NA APOSENTADORIA?

Quando o trabalhador está desempregado, recebendo ou não o seguro-desemprego, ele pode contribuir para o INSS como segurado facultativo.

O próprio nome diz: facultativo. Ele não é obrigado, mas pode contribuir se quiser.

Quem não está inscrito na Previdência Social pode se inscrever e pagar.

MAS, SE PAGAR O INSS ELE PERDE O DIREITO DE RECEBER O SEGURO-DESEMPREGO?

Não. Só perde o benefício do seguro-desemprego o contribuinte que pagar como segurado obrigatório.

O trabalhador tem que ficar atento para o código da contribuição.

O PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO COMO SEGURADO FACULTATIVO (DESEMPREGADO) GARANTE O ACESSO A TODOS OS TIPOS DE BENEFÍCIOS DO INSS?

Também tem que ter cuidado com isso.

Se a ideia é aposentar com tempo de contribuição a alíquota tem que ser 20% e o código de contribuição é o 1406.

No código 1473 a alíquota de contribuição é de 11%, mas neste caso o segurado não tem direito à aposentadoria por tempo de contribuição e o valor da futura aposentadoria será de um salário mínimo.

COMO A PESSOA QUE QUER TER UMA APOSENTADORIA COM VALOR MAIOR QUE O SALÁRIO MÍNIMO, PODE FICAR SABENDO O VALOR QUE TEM QUE CONTRIBUIR?

Ninguém pode pagar menos que o salário mínimo, nem mais que o valor teto definido pelo INSS.

Para não jogar dinheiro no lixo, nem perder todas as vantagens que a lei permite que o trabalhador possa ter, o ideal é fazer uma simulação da renda futura do benefício para definir o valor exato da contribuição.

COMO O CONTRIBUINTE PODE FAZER ESTA SIMULAÇÃO?

Primeiro é preciso planilhar todas as contribuições do passado, desde julho de 1994 e encontrar a média atual.

Depois, com o valor desta média, o contribuinte deve simular qual seria o valor futuro do benefício em três situações: mantendo esta média, aumentando a contribuição ou reduzindo ao salário mínimo.

Com certeza, depois disso, saberá exatamente o qual será o valor correto da contribuição.

FONTE: MIX VALE

 

LUIS TINOCO

 

O baque da pandemia do novo coronavírus deve deixar um saldo ainda mais cruel para a economia brasileira: ela pode deixar de figurar entre as dez maiores do mundo este ano, sendo ultrapassada por Canadá, Coreia do Sul e Rússia. Os dados são de um levantamento dos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) Marcel Balassiano e Claudio Considera, a partir de projeções feitas em outubro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo antecipou o jornal Valor Econômico.

 

De acordo com as projeções feitas em outubro pelo FMI para este ano, com a crise da covid-19 e seus impactos na economia mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil passaria de US$ 1,8 trilhão no ano passado para US$ 1,4 trilhão até o fim deste ano – o que levaria a economia brasileira a ser ultrapassada por canadenses, sul-coreanos e russos.

A crise econômica provocada pela pandemia deve levar a maior parte do mundo a uma forte retração da atividade econômica este ano. No Brasil, os efeitos da covid-19 se somam ao desempenho do real, que foi uma das moedas que mais se desvalorizaram este ano. Do começo do ano até o fim do mês passado, o câmbio se desvalorizou 40% em relação ao patamar em que o dólar estava no fim de 2019.

Os economistas ressaltam que, considerando a métrica do dólar, a economia brasileira passaria da nona maior do mundo ano passado para a 12.ª maior este ano. E essa queda é apenas mais um capítulo de um movimento de perdas que ocorreu nas últimas crises.

 Eles lembram que, em 2011, o País era a sétima maior economia do mundo, posição que ocupou até 2014. Quando veio a recessão de 2015 e 2016, o Brasil perdeu duas posições nesse ranking, passando para o oitavo lugar em 2017 e para o nono, nos dois últimos anos.
 

Segundo Balassiano, a mudança de posição, do nono para o 12.º lugar no ranking se explica, principalmente, pela variação cambial, que por sua vez tem é um reflexo do aumento do risco Brasil, sobretudo por conta dos problemas fiscais que o País enfrenta

“Isso deve acontecer, quando se considera o dólar corrente, muito mais pela forte desvalorização do real frente ao dólar do que pela queda da atividade econômica. Tanto que pela via do dólar por poder de compra, a mudança não é tão brusca”, explica Balassiano.

Ele ressalta que o FMI projeta queda de 5,8% no PIB brasileiro este ano, retração que poderia ser maior se medidas de estímulo, como o auxílio emergencial dado aos brasileiros mais vulneráveis, não tivessem sido adotadas. “A queda do ranking das maiores economias, portanto, reflete os riscos locais do Brasil.”

Quando se considera o dólar em paridade por poder de compra (PPC), o Brasil ocupava a sétima posição no começo da década e assim permaneceu, até 2016, até chegar ao décimo lugar em 2019. Pelas projeções do FMI, o País voltaria para a oitava posição este ano.

Estadão Conteúdo

 

Terminal Norte Capixaba (Crédito: Divulgação/Transpetro)

 

Terminal Norte Capixaba (Crédito: Divulgação/Transpetro)

Processo de venda, que começou em 21 de agosto, inclui o Terminal Norte Capixaba

A privatização da Petrobras no Espírito Santo é alvo de uma ação civil pública movida por entidades de trabalhadores e partidos políticos, que pedem a paralisação do processo até que seja disponibilizado o estudo circunstanciado dos impactos socioeconômicos e as políticas públicas de minimização dos danos, além da realização de audiência pública com a sociedade capixaba e funcionários da estatal.

O processo é movido pelo Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro/ES), a Associação de Engenheiros da Petrobras (AEPET), a Central Única dos Trabalhadores do Estado (CUT/ES); o Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos); e o PT e Psol. 

A privatização inclui unidades administrativas e operacionais e o Terminal Norte Capixaba, nos municípios de Jaguaré, Linhares e São Mateus. O pedido liminar aponta que "a política de desinvestimentos que a Petrobras realiza no Estado do Espírito Santo não leva em consideração os impactos econômicos que podem causar ao mercado interno capixaba e de municípios afetados". E, ainda, que o prejuízo pode chegar a quantias milionárias, tanto nos cofres públicos estadual e municipais, quanto por meio do enfraquecimento do mercado interno e do consumo no Estado.

As entidades também destacam que a não realização de audiência pública para discutir a privatização fere "o princípio constitucional da publicidade, da moralidade administrativa, e o acesso à informação".

 Para mobilizar os trabalhadores e sensibilizar a sociedade capixaba, o Sindipetro realizou nessa quarta-feira (4), em frente ao prédio administrativo da Petrobras, em São Mateus, região norte, o ato "Petrobrás Fica no ES". Durante o protesto, foi realizada a venda de botijão de gás de 13 quilos a R$ 40,00 para as 100 primeiras pessoas que compareceram ao local. Para quem já tinha botijão cheio, foi disponibilizado um cupom de desconto com validade de até 60 dias.

O desconto é subsidiado pelo sindicato para mostrar qual seria o preço justo do gás de cozinha se não fosse a atual política de preços imposta pelo governo federal, que privatizou a Liquigás prometendo a redução do valor.

A ação do Sindipetro faz parte da campanha iniciada em outubro contra a privatização e o desmonte da Petrobras no Estado, que também ocorre nas redes sociais e em articulação com a classe política capixaba, incluindo o governador Renato Casagrande.

O processo de venda do Polo Norte Capixaba atinge os campos terrestres de Cancã (CNC), Cancã Leste (CNCL), Fazenda Alegre (FAL), Fazenda São Rafael (FSRL), e Fazenda Santa Luzia (FSL). Além do Terminal, o Polo abrange 269 poços, três estações de tratamento de óleo, quatro estações satélite, gasodutos e oleodutos.

A venda, segundo o Sindipetro, fará com que o Espírito Santo perca de imediato 43% de receita, atingindo investimentos em políticas públicas como saúde e educação. Apesar de os impactos serem maiores onde a empresa atua, eles atingem todos os municípios, como alerta a entidade.

FONTE: JORNAL SÉCULO DIÁRIO

 

Prorrogação do seguro-desemprego: montagem com o texto

Foto: Pixabay / montagem Tudo Bahia

Governo recebeu mais de 5,912 milhões de pedidos do benefício, um aumento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2019. Cenário reflete o impacto da pandemia no mercado de trabalho. Situação mais dramática ocorreu em maio, quando 960 mil trabalhadores requisitaram o auxílio

 

Cerca de 460,7 mil trabalhadores brasileiros precisaram recorrer ao seguro-desemprego em outubro. O dado, divulgado nesta sexta-feira (06/11) pelo Ministério da Economia, é 16,8% menor que o registrado no mesmo mês de 2019. Porém, revela um recuo de apenas 1,2% no volume de pedidos de seguro-desemprego em relação a setembro.

De acordo com o Painel de Informações do Seguro-Desemprego, os trabalhadores do setor de serviços ainda dominam os pedidos de seguro-desemprego, já que esse setor está demorando mais a se recuperar da crise do novo coronavírus. Ao todo, 41% das solicitações registradas em outubro partiram desse setor. A maior parte dos trabalhadores também costumava ganhar até 1,5 salário mínimo, tem entre 30 e 39 anos e ensino médio completo.

O volume de pedidos de seguro-desemprego, contudo, representa quase metade das 960 mil solicitações que chegaram a ser registradas em apenas um mês, no auge da pandemia de covid-19. O pico ocorreu em maio. Depois desse momento crítico, a quantidade de requisições caiu. Foi a 653 mil em junho, 570 mil em julho e 463 mil em agosto. A partir de então, contudo, estacionou na casa dos 460 mil, marcando 466 mil em setembro, e 460 mil em outubro.

Com essa evolução, os pedidos de seguro-desemprego passam dos 5,912 milhões no acumulado deste ano. É um aumento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado, que também levou o governo federal a pagar o benefício para um patamar acima da média histórica. Os desembolsos do seguro-desemprego chegaram a R$ 3,7 bilhões em julho. Desde então, contudo, esse número também vem caindo. Em outubro, por exemplo, o governo pagou R$ 2,97 bilhões em seguro-desemprego para 2,24 milhões de trabalhadores, valores bem próximos aos do mesmo mês do ano passado.

O Ministério da Economia não comentou os dados do seguro-desemprego de outubro, mas tem dito que a economia e o emprego têm se recuperado no Brasil, após o baque sofrido no início da pandemia de covid-19. O governo alega que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) tem mostrado geração líquida de vagas há três meses, apesar de a taxa de desemprego continuar elevada e o volume de pedidos de seguro-desemprego ter estabilizado. Em reunião realizada nesta semana no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o governo conseguiu derrubar a proposta da bancada dos trabalhadores de pagar suas parcelas extras do seguro-desemprego a quem foi demitido na pandemia de covid-19.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

 

Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden se disse honrado com a eleição. "Enfrentando obstáculos sem precedentes, uma quantidade recorde de norte-americanos votou”, disse Biden no Twitter

WASHINGTON (Reuters) - O democrata Joe Biden disse neste sábado (7) que estava honrado por ter sido escolhido pelos norte-americanos como presidente e disse que agora é a hora de curar as divisões causadas pela campanha eleitoral e promover a união do país.

“Estou honrado e me sinto muito humilde diante da confiança que o povo norte-americano depositou em mim e na vice-presidente eleita Harris. Enfrentando obstáculos sem precedentes, uma quantidade recorde de norte-americanos votou”, disse Biden no Twitter.

“Com o fim da campanha, está na hora de colocar a raiva e a retórica rude de lado e nos unir como país. Está na hora de os Estados Unidos se unirem. E se curarem.”

FONTE: BRASIL 247

 

Inicia prazo para vereadores trocarem de partido para disputar eleições em 2020

 

FOTO: BANCO DE IMAGENS

Um quarto dos candidatos têm ensino fundamental. No conjunto do país, são 40%. E há mais de 240 ocupações declaradas

Um olhar sobre os mais de 550 mil candidatos às eleições de 2020 mostra perfil socioeconômico distinto da média brasileira. Em relação ao aspecto profissional, as ocupações declaradas à Justiça Eleitoral, 243, refletem a diversidade do mercado de trabalho. E grande parte prescinde de formação em ensino superior.

De acordo com os dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), praticamente 43% dos candidatos têm ensino médio, completo (38,1%) ou incompleto (4,97%). O percentual fica bem acima da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, que mostra quase 32% com ensino médio, sendo 27,4% completo e 4,5% incompleto. Os dados são de 2019.

A situação se repete no ensino superior. Entre os candidatos deste ano, são 24,3% com formação completa e 4,48%, incompleta, totalizando quase 29%. Pela Pnad, esses números caem para 17,4% e 4%, respectivamente, somando pouco mais de 21%.

Arte RBA

A diferença se alarga na faixa do ensino fundamental. São 25% dos candidatos, 12,21% completo e 12,78% incompleto. No universo pesquisado pelo IBGE, são mais de 40% – 8% completo e 32% incompleto, aponta o instituto.

Entre as 243 ocupações citadas, a que aparece mais vezes – 38.064 – é a de agricultor, que pode designar tanto um trabalhador como um proprietário. Em seguida, com 33.423, aparecem os empresários. Há ainda a categoria de “diretor de empresa”, com predominância de partidos de centro-direita. Dos 191, há 15 do DEM e igual número do MDB, além de 14 de PSD e PSL.

Todo tipo de profissão

Em outra ponta, há 643 candidatos que se declararam bancários ou economiários. Desse total, 81 são filiados ao PT. Há ainda 59 do PP, 58 do MDB e 41 do PT, entre outras legendas.

A lista traz ainda vários profissionais liberais. Casos, por exemplo, de advogados (11.077), médicos (2.734), engenheiros (2.699) e arquitetos (457). E profissões mais populares, como auxiliares de escritório (4.442), cobradores de transporte coletivo (191), faxineiros (991), frentistas (938), garis ou lixeiros (507), padeiros ou confeiteiros (1.256), cozinheiros (1.870), carpinteiros/marceneiros (1.306), barbeiros/cabeleireiros (5.963), garçons (558), feirantes/ambulantes/mascates (536) e até cantores ou compositores (786).

Tem 53 artistas de circo – sendo sete do PV e quatro de PCdoB, PL e PSB. Ou 42 cientistas políticos tentando ir para o lado de lá do balcão, com fragmentação partidária: quatro de MDB, PCdoB, PDT e Psol, três de PSDB e PT. Na relação de candidatos aparecem ainda 59 coveiros, sendo oito do Republicanos, cinco do PSDB, mais cinco do MDB e quatro do Patriota. E um solitário diplomata, este do PDT. Outros sete se identificaram como “capitalistas de ativos financeiros”, espalhados entre Podemos (dois), MDB, PP, PSC, PTB e Republicanos.

Categoria em evidência por uma paralisação recente, os motoboys somam 1.320 entre os candidatos. Ao contrário do que se poderia supor, predominam partidos conservadores. São 80 do Republicanos, 75 do DEM e 72 do PSD, por exemplo, de acordo com levantamento do site Congresso em Foco. Entre as legendas consideradas mais progressistas, o PSB tem 66 e o PT, 60.

FONTE: REDE BRASIL ATUAL

Geraldo Kosinski/Petrobras

Quando se fala em economia na Bahia, tem de se falar na Petrobras. As atividades da estatal são tão importantes que ainda respondem por cerca de 15% da produção industrial, 16% das exportações e 20% da arrecadação de ICMS no Estado. Mas agora é definitivo: a Petrobrás está saindo da Bahia.

Está previsto para dezembro a assinatura da venda da RLAM – Refinaria Landulpho Alves para a o fundo árabe Mubadala que controla também a petroquímica espanhola Cepsa que vai operar a refinaria.

E a estatal deu início também a venda do Polo Bahia Terra, um conjunto de 28 campos de produção terrestre, com 1.700 poços em operação. A etapa de divulgação da oportunidade (teaser) já foi divulgada e a empresa vai colocar à venda a totalidade de suas participações em poços localizados na Bacia do Recôncavo e Tucano, em diferentes municípios do estado da Bahia, incluindo aí acesso à infraestrutura de processamento, logística e armazenamento.

Segundo o Diretor de Relacionamento Institucional da Petrobras, Roberto Furian Ardenghi, a venda de ativos está relacionada com o plano de desinvestimento da empresa – indispensável para reduzir o alto nível de endividamento – e com a estratégia de focar sua ação no seu core business, a exploração de petróleo em águas profundas e ultra profundas na qual tem a melhor tecnologia do mundo. Furian afirma, no entanto, que a Bahia vai se beneficiar do processo e lembra que a venda dos campos maduros vai permitir que médias empresas entrem no negócio petrolífero e elas precisarão investir aumentando a produção e gerando emprego e renda em várias etapas do processo, pois será uma venda integrada que incluirá toda a infraestrutura logística e de produção.

Furian lembra que nos EUA 25% da produção petrolífera está nas mãos de pequenas e médias empresas, enquanto no Brasil esse percentual é de apenas 5%. Em relação a RLAM, afirma que neste momento se processa a rodada final na qual as empresas que apresentaram propostas tem mais uma oportunidade de fazer uma oferta melhor do que a do fundo Mubadala, mas confirma que a venda deverá ser concretizada em dezembro, incluindo no pacote o Terminal de Madre Deus, o Temadre, que é atualmente o maior porto do Nordeste e que poderá operar cargas de terceiros.

O diretor da Petrobras conclui confirmando que a Petrobras não terá mais ativos na Bahia, mas garante que todos os empregos serão preservados embora haja a possibilidade de transferência de trabalhadores para outros estados. A venda da RLAM já é uma realidade, aprovada inclusive pelo STF, e o importante agora é que haja investimentos e desdobramentos naquela que ainda é a mais importante cadeia produtiva da Bahia.

FONTE: A TARDE/ARMANDO AVENA

 

Retirada do MV Golden Ray na costa da Geórgia (EUA) começa 14 meses após navio de 200 metros tombar; equipes fazem plantão para conter incêndios; resgate deve durar 1 semana - Reprodução

 
Retirada do MV Golden Ray na costa da Geórgia (EUA) começa 14 meses após navio de 200 metros tombar; equipes fazem plantão para conter incêndios; resgate deve durar 1 semana

Imagem: Reprodução

 

Após 14 meses do seu naufrágio, nos arredores da ilha de Saint Simons, na costa da Geórgia (EUA), finalmente o cargueiro MV Golden Ray começou a ser fatiado - juntamente com a respectiva carga de 4,2 mil automóveis. O guindaste gigante encarregado de cortar a embarcação em oito pedaços começou o fatiamento ontem. A Guarda Costeira estima que os trabalhos vão levar aproximadamente uma semana, dependendo das condições climáticas.

Uma multidão de moradores locais e turistas acompanha o resgate, adiado sucessivas vezes por diversos fatores, como o contágio de integrantes da equipe por coronavírus e a temporada de furacões. De acordo com a emissora local "News4Jax", o corte do cargueiro, que tombou de lado, utiliza correntes e começou embaixo d'água.

Quando fatiamento alcançar a superfície, há a expectativa ocorrem faíscas, fogo e explosões, audíveis a quilômetros de distância - já que os carros no interior do navio ainda contêm materiais inflamáveis como gasolina, óleo lubrificante e baterias. Além disso, os veículos trazem fluido de arrefecimento. Para mitigar a eventuais danos ambientais, a área no entorno do navio foi isolada. Equipes estão de plantão para conter incêndios e recolher fragmentos do navio e dos automóveis - bem como produtos poluentes que inevitavelmente irão vazar durante o processo.

Tombado em 8 de setembro de 2019, o MV Golden Ray pertence à Hyundai Glovis. De acordo com investigações, com base em gravações e depoimentos da tripulação, o acidente aconteceu durante uma manobra brusca e teria sido causado por má distribuição da carga. Todos os 24 membros da tripulação foram resgatados com vida - algo considerado um "milagre" pela Guarda Costeira.

O prejuízo do naufrágio para a Hyundai Glovis passa dos US$ 80 milhões (R$ 447,5 milhões na cotação de hoje), embora o cargueiro e a respectiva carga estejam cobertos por seguro.

Quais veículos estão dentro do cargueiro

Quais são os modelos de automóveis que estão dentro do navio? E qual será o destino deles? De início, é importante dizer que, apesar de a empresa responsável pelo navio ser a Hyundai Glovis (braço de logística do conglomerado sul-coreano), um porta-voz da companhia afirmou que a carga não inclui carros da marca - e, sim, automóveis da Kia e de outras montadoras globais.

FONTE: UOL

Paratexto

Segundo dados da OIT, a crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19 está afetando os jovens – especialmente as mulheres – com mais força e rapidez do que qualquer outro grupo. Em todo mundo, mais de 1 em cada 6 jovens deixou de trabalhar desde o início da pandemia. Com isso, globalmente, o número de jovens desempregados chega a 67,9 milhões.

O diretor do Escritório da OIT no Brasil, Martin Hahn afirmou que  “a pandemia causa um triplo choque na população jovem. Ela mostrou que tem o potencial de destruir o emprego e de afetar negativamente a educação e a capacitação profissional e de colocar grandes obstáculos no caminho de quem procura entrar no mercado de trabalho ou mudar de emprego”.

Em 2019, o Brasil tinha 47,2 milhões de jovens de 15 a 29 anos, que representavam 28% da população ativa acima de 15 anos. No entanto, os jovens somavam mais da metade dos trabalhadores desocupados (54%). Com a pandemia, houve um aumento da inatividade, principalmente do número de jovens desalentados, que desistiram de procurar emprego por não ter esperanças de que vão encontrar.

O primeiro estudo, intitulado “Inserção dos Jovens no Mercado de Trabalho em Tempos de Crise“, analisa como os jovens brasileiros foram atingidos pela pandemia no momento de inserção no mercado de trabalho. Os dados mostram que, nesse período de crise, tanto os jovens que perderam a ocupação como os desempregados estão deixando a força de trabalho. “Isso aponta para um maior distanciamento do mercado de trabalho do que o observado na recessão anterior de 2015 a 2017”, disse a consultora da OIT/Ipea, Maíra Franca. Entre os ocupados, segundo ela, é possível observar jovens ocupando postos de pior qualidade (com baixa remuneração, baixa produtividade e ausência de proteção social), o que mostra uma tendência de pior trajetória futura.

O segundo estudo, “Os Jovens que não Trabalham e não Estudam no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil”, faz uma análise complementar mais focada no grupo de jovens que estão em situação de não estudar, não trabalhar e nem estar em treinamento. Os dados mostram que esse não é um grupo homogêneo: entre os jovens desocupados de curto prazo, 36,29% estavam fora da força de trabalho em junho de 2020, enquanto entre jovens vivenciando gravidez, problemas de saúde ou incapacidade, 76,98% estavam fora da força de trabalho.

A pesquisadora do Ipea Enid Rocha, ao apresentar o segundo estudo, alertou que, além da faixa etária, é importante considerar as diferentes vulnerabilidades dos jovens que estão sem trabalhar e sem estudar, a maioria mais pobres e na condição de cônjuges com filho, com fundamental incompleto e na região Nordeste. “É importante a contribuição do Ipea no sentido de mostrar a heterogeneidade do jovem nessa população ao dividir em categorias os jovens nem nem, os desempregados de curtos e de longo prazo incluídos na força de trabalho e aqueles que estão excluídos”, ponderou.

O terceiro estudo, “Subsídios para a Formulação de Políticas Públicas de Juventude no Brasil“, busca identificar as principais características de políticas públicas voltadas para os jovens no período de 2005 a 2019, avaliando as políticas nacionais para a juventude e as principais experiências internacionais com possibilidade de implementação no Brasil. Esse estudo foi apresentado pela diretora do Cintefor, centro de conhecimento da OIT, Anne Caroline Posthuma, e pelo consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) Luiz Caruso.

Posthuma mostrou as políticas públicas voltadas aos jovens em países da Comunidade Europeia, da América Latina e Caribe, entre outros: “A tendência é no sentido da adoção de modelos de formação por alternância, na qual a parte teórica ocorre na escola e a prática se dá nas empresas”. Atualmente, esse modelo tem bastante capilaridade em diversas formas de atuação, completou Luiz Caruso, da Unesco. “Na formação por alternância, a empresa está mais próxima das mudanças tecnológicas do que a escola, além de reduzir as desigualdades entre as qualificações oferecidas pelos jovens e aquelas requeridas pela empresa”, disse.

Ao ressaltar que a parceria Ipea-OIT vem desde 2018, já tendo realizado quatro oficinas sobre o jovem no mercado de trabalho brasileiro, a diretora de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Lenita Turchi, lembrou o envolvimento de outras instituições como a Secretaria do Trabalho e o Centro de Análise e Planejamento. “Foi um trabalho contínuo, inovador, que gerou conhecimento acumulado e os pesquisadores puderam responder sobre o impacto da pandemia no momento em que estava no auge e mais que isso, foram análises orientadas para propostas de políticas públicas focadas e de maior efetividade”, destacou Lenita Turchi.

FONTES: UGT/IPEA