asia seafarersIMAGEM: SHUTTERSTOCK

Em 13 de dezembro, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos – Conttmaf participou de reunião tripartite com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e representantes dos armadores (Abeam, Abac e Transpetro) para discutir, entre outros assuntos, o novo protocolo de embarque e desembarque de marítimos durante a pandemia de Covid-19, divulgado no último dia 8.

A organização sindical marítima informou à Anvisa que o novo protocolo – baseado na vacinação e no teste RT-PCR como estratégia de prevenção em lugar dos longos períodos de isolamento em hotel – foi bem recebido pelos marítimos e representa uma evolução necessária, considerando-se a abrangência e a efetividade alcançadas com as vacinas.

Na última quarta-feira, 15, em Brasília, o presidente da Conttmaf, Carlos Müller, agradeceu ao diretor da Anvisa, Alm. Antonio Barra Torres, pela atenção que a agência tem dispensado, desde o início da pandemia, à condição específica dos marítimos, aprovando e, agora, atualizando protocolos de prevenção que possibilitaram salvar vidas e garantiram mais segurança ao pessoal que trabalha a bordo

Os tripulantes de embarcações já convivem com a necessidade de apresentação de passaporte vacinal para doenças como a febre amarela e a cólera (esta, na ocorrência de surtos), não se tratando, portanto, de uma novidade que possa gerar dúvidas.

A Conttmaf se manifestou a favor da inclusão no protocolo dos eventuais passageiros de navios de carga e também para que seja garantido o direito dos tripulantes da cabotagem vacinados de baixarem terra no porto nas mesmas condições estabelecidas para passageiros de navios de cruzeiro. A organização sindical argumentou que não faz sentido os trabalhadores marítimos serem impedidos de realizar o mesmo procedimento que foi autorizado para um número muito maior de passageiros.

Ministério da Saúde anuncia dose de reforço para vacinação contra a Covid-19

IMAGEM: Foto: Myke Sena/MS

Redução do intervalo de aplicação foi anunciada pelo ministro da Saúde

O Ministério da Saúde vai reduzir o intervalo de aplicação da terceira dose da vacina contra covid-19 de cinco para quatro meses. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no Twitter.

Segundo o ministro, a portaria com essa alteração será publicada na próxima segunda-feira (20).

“Para ampliar a proteção contra a variante Ômicron vamos reduzir o intervalo de aplicação da 3ª dose de cinco para quatro meses. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos, em especial em grupos de risco”, escreveu, na rede social.

“Informem-se sobre o calendário vacinal de seu município e veja se já chegou a sua vez”, acrescentou.

Pfizer

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina da Pfizer será utilizada como dose de reforço em pessoas vacinadas com os imunizantes Coronavac, AstraZeneca e Pfizer. "A opção por essa vacina levou em consideração o aumento da resposta imunológica no esquema heterólogo. De maneira alternativa, os imunobiológicos da Janssen e AstraZeneca também poderão ser utilizados na dose de reforço", diz nota do ministério.

Janssen

Inicialmente com aplicação única, a vacina da Janssen também deverá ser reforçada. De acordo com o ministério, quem a recebeu a vacina há dois ou seis meses pode comparecer a um posto de saúde para a segunda dose. Nesse caso, o imunizante utilizado deverá ser do mesmo fabricante.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL.EBC

IMAGEM: SEDE DO TRT-2/SP

 

A partir do dia 7 de janeiro, data de retorno das atividades após o recesso forense, os fóruns e as unidades administrativas da Justiça do Trabalho da 2ª Região somente autorizarão a entrada de pessoas que apresentarem comprovante de vacinação contra Covid-19 ou teste negativo de infecção pelo vírus. 

Serão aceitos comprovantes em papel ou eletrônico (aplicativo Conecte SUS ou similares), emitidos por autoridade de saúde, contendo nome, data da aplicação, lote e nome do fabricante do imunizante. Já o teste negativo deve ser do tipo RT-PCR ou de antígeno não reagente para Covid-19, feito nas últimas 72 horas.

A exigência vale para todos os frequentadores do TRT-2, incluindo magistrados, servidores, advogados, membros do Ministério Público do trabalho, estagiários, colaboradores, terceirizados e jurisdicionados. Somente os menores de 18 anos estão dispensados.

O uso da máscara facial continua sendo obrigatório para todas as pessoas. 

 

FONTE: REVISTA CONSULTOR JURÍDICO/CONJUR

 

Fotografia da fachada do Tribunal Superior Eleitoral

IMAGEM: TSE

 

Ministro exercerá o mandato até agosto de 2022, quando então Alexandre de Moraes assumirá a presidência da Corte

O ministro Edson Fachin foi eleito, nesta sexta-feira (17), o próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como era esperado. Fachin será o sucessor do ministro Luís Roberto Barroso, que continuará no cargo de presidente até fevereiro. O ministro Alexandre de Moraes assumirá o posto de vice-presidente do Tribunal.

A eleição para a presidência do Tribunal costuma ser protocolar, com os ministros que também atuam no Supremo Tribunal Federal (STF) se revezando no cargo.

Fachin irá assumir o cargo em 28 de fevereiro e deve exercer seu mandato até agosto de 2022, quando seu segundo biênio se encerra e ele deixará a Corte. Na sequência, Moraes ocupará a presidência do Tribunal. Sendo assim, será o ministro Alexandre de Moraes que presidirá a Justiça Eleitoral durante as eleições do ano que vem.

A eleição simbólica foi realizada durante a sessão de encerramento do ano judiciário. Os ministro depositaram os votos em uma urna eletrônica colocada no plenário do Tribunal. Ao todo, foram 6 voto a 1 a favor do ministro Edson Fachin.

O TSE é composto por sete ministros titulares, sendo três que atuam no Supremo, dois oriundos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e mais dois advogados com notório saber jurídico que são indicados pelo presidente da República a partir de uma lista tríplice elaborada pelo STF.

Ao final da sessão, o atual presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, criticou as tentativas de descredibilizar as urnas eletrônicas no processo de votação. Segundo Barroso, os ministros tiveram de gastar “imensa energia” para desmentir as notícias falsas que colocavam em cheque o processo eleitoral.

“Eu espero que essa seja uma pagina virada na história eleitoral brasileira e que não haja novos esforços para descredibilizar o sistema que tem assegurado a integridade da democracia brasileira desde 1996. Nós na verdade terminamos as fraudes eleitorais desde que introduzimos as urnas eletrônicas”, concluiu o ministro.

FONTE: CNN

imo 2020

IMAGEM: PORTAL LUBES

 

A Assembleia da Organização Marítima Internacional (IMO) elegeu os membros de seu Conselho para o biênio 2022-2023. O Conselho é o órgão executivo da IMO e é responsável, no âmbito da Assembleia, pela supervisão do trabalho da organização. Nos períodos entre as sessões da Assembleia, o Conselho desempenha as funções da Assembleia, exceto a de fazer recomendações aos Governos sobre segurança marítima e prevenção da poluição.

A Assembleia da Organização Marítima Internacional elegeu os seguintes Estados para serem membros de seu Conselho para o biênio 2022-2023:

Categoria (a): 10 Estados com maior interesse na prestação de serviços de transporte marítimo internacional: China, Grécia, Itália, Japão, Noruega, Panamá, República da Coreia, Federação Russa, Reino Unido e Estados Unidos.

Categoria (b): 10 Estados com maior interesse no comércio marítimo internacional: Austrália, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Índia, Holanda, Espanha, Suécia e Emirados Árabes Unidos

Categoria (c): 20 Estados não eleitos de acordo com (a) ou (b), que tenham interesses especiais no transporte marítimo ou navegação e cuja eleição para o Conselho garantirá a representação de todas as principais áreas geográficas do mundo: Bahamas, Bélgica, Chile, Chipre, Dinamarca, Egito, Indonésia, Jamaica, Quênia, Malásia, Malta, México, Marrocos, Filipinas, Catar, Arábia Saudita, Cingapura, Tailândia, Turquia e Vanuatu.
 
FONTE: PORTOSeNAVIOS

 (crédito: Maurenilson Freire)

IMAGEM: Maurenilson Freire/Correio Braziliense

Receita do Imposto de Renda na fonte cobrado sobre rendimentos do trabalho cresce acima da inflação, mesmo com o desemprego nas alturas

Mesmo com o desemprego elevado e com a inflação em dois dígitos corroendo o poder de compra da população, o governo não deixa de aumentar o peso dos tributos sobre os ombros dos trabalhadores. Aqueles que recebem a mordida do Leão diretamente na fonte pagam cada vez mais imposto. Para se ter uma ideia, a receita do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre os rendimentos do trabalho — que são descontados mensalmente do contracheque dos empregados com carteira assinada — somou R$ 119,6 bilhões de janeiro a outubro. O montante é 13,56% superior, em termos nominais, ao volume arrecadado no mesmo período de 2020, de R$ 105,3 bilhões — dado bastante próximo dos R$ 104,6 bilhões recolhidos nos 10 meses de 2019. Pelos cálculos da Receita, em termos reais (descontada a inflação), o aumento da arrecadação desse tributo foi de 5,44% no mesmo período.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial de janeiro a outubro deste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 8,24%. No acumulado em 12 meses até novembro, o IPCA saltou 10,74%. Por conta do dragão inflacionário que pressiona os preços dos produtos consumidos pelos brasileiros, a arrecadação total do governo neste ano com impostos disparou.

De janeiro a outubro, o governo arrecadou R$ 1,527 trilhão com tributos, com alta de 29% em relação ao mesmo período de 2020, em termos nominais. O ministro da Economia, Paulo Guedes, não para de comemorar que, neste ano, "o governo deverá arrecadar quase R$ 2 trilhões em impostos", um recorde histórico.

Procurada, a Receita Federal informa, por meio de nota, que o crescimento do imposto retido na fonte dos trabalhadores "está perfeitamente em linha com os aumentos verificados no trabalho assalariado e no Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) e que ainda que não significativos em termos absolutos".

O órgão reforça que o aumento das receitas "reflete o acréscimo real na arrecadação dos itens Rendimentos do Trabalho Assalariado ( 5,24%), Aposentadoria do Regime Geral ou do Servidor Público"( 2,06 %) e na Participação nos Lucros ou Resultados — PLR ( 15,18%)" e destaca que o emprego formal vem crescendo neste ano, o que tem ajudado, também, o aumento da arrecadação.

"O desemprego não está aumentando. Houve a criação de 3 milhões de novos empregos formais, de acordo com o Caged. Portanto, a arrecadação segue em linha com a criação de empregos", destaca o Fisco, citando os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Previdência, que revisou recentemente a série.

Na avaliação de especialistas ouvidos pelo Correio, o principal motivo do aumento da arrecadação do IR retido na fonte dos trabalhadores brasileiros é a falta de correção da tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Mas, como o governo não conseguiu aprovar a proposta de reforma do IR enviada ao Congresso, a tabela continuará sem correção pelo sétimo ano consecutivo. O último ajuste ocorreu no governo Dilma Roussef (PT), em 2015.

Pelos cálculos da Unafisco Nacional, por conta desse congelamento, a defasagem histórica da tabela do IRPF chega a 134,72%, considerando o imposto que os brasileiros pagarão na fonte em 2022, que constarão da declaração de 2023. Com isso, R$ 149,3 bilhões é a diferença a mais na arrecadação anual do governo por conta dessa defasagem. Ou seja, os trabalhadores pagam a mais, em imposto, recursos suficientes para custear mais do que quatro Bolsas Famílias antigos, programa que era estimado em torno de R$ 35 bilhões para o Orçamento de 2022.

Congelamento

"A principal razão desse aumento da arrecadação dos rendimentos do trabalho é o congelamento da tabela em um ano em que a inflação ficou muito alta e passou de 10%. Outro motivo é que, no ano passado, por conta da pandemia, houve redução de salários e de jornada dos trabalhadores em várias empresas, e isso pode ter ajudado a reduzir o volume do imposto retido na fonte", afirma o especialista em direito tributário Ilan Gorin, diretor da Gorin Advocacia.

Na campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PL) prometeu corrigir a tabela do IR, mas encerrará o mandato sem cumprir a promessa. Na proposta de reforma enviada do Executivo, o limite de isenção da tabela passaria de R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil, menos da metade do que Bolsonaro prometeu quando pedia voto aos trabalhadores: conceder isenção para quem ganhasse até cinco salários mínimos (R$ 5.500 atualmente).

 

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

IMAGEM: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL

 

O relator do projeto de lei do Orçamento de 2022, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), fixou em R$ 1.210 o valor do salário mínimo para o próximo ano. O valor consta do parecer apresentado hoje (20) na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso.

Esse montante representa aumento de 10,04% em relação ao salário mínimo atual de R$ 1,1 mil. A variação corresponde à projeção oficial da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para este ano. O que indicaria mais um ano sem ganhos reais (reajuste acima da inflação).

No entanto, o próprio parecer menciona que a projeção está defasada e cita uma previsão atualizada de 10,18% para o INPC. Caso esse valor prevaleça, o salário mínimo subiria para R$ 1.212 no próximo ano. A proposta original do governo, enviada em agosto, previa salário mínimo de R$ 1.169, mas não contemplava a inflação acima do previsto no segundo semestre deste ano, provocada principalmente pelo reajuste da energia e dos combustíveis.

O relatório de Hugo Leal precisa ser aprovado pela CMO e depois pelo plenário do Congresso, em sessão conjunta da Câmara e do Senado. A votação de hoje na CMO foi adiada.
Mesmo sem aumento real (acima da inflação), o valor exato do salário mínimo só será conhecido no fim de janeiro, após a divulgação do INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] consolidado de 2021 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sem reajuste

Hugo Leal rejeitou o pedido do Ministério da Economia para incluir, em seu parecer, um reajuste salarial para servidores. Na semana passada, a pasta enviou um ofício com pedido para reservar R$ 2,8 bilhões do Orçamento do próximo ano para reajustar o salário de algumas categorias.

Desse total, R$ 2,5 bilhões viriam do Orçamento primário (formado pela arrecadação de tributos) para pagar os reajustes. Os R$ 355 milhões restantes sairiam da emissão de títulos públicos para financiar o aumento da contribuição da União para a Previdência dos servidores.

O documento não informa que categorias serão atendidas. No entanto, no último dia 14, o presidente Jair Bolsonaro tinha prometido aumentos salariais para policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários.

Nesta tarde, Hugo Leal e a presidente da CMO, senadora Rose de Freitas (MDB-ES), reúnem-se com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tentar chegar a um acordo e destravar a votação.

PEC dos Precatórios

O parecer do relator Hugo Leal prevê R$ 113,1 bilhões, a previsão de espaço fiscal (espaço para gastos) aberto pela promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios. Originalmente, o Ministério da Economia previa espaço de R$ 106,1 bilhões.

Dos R$ 113,1 bilhões totais, o Poder Executivo contará com R$ 110 bilhões. Os R$ 3,1 bilhões restantes serão abertos para os Poderes Legislativo e Judiciário, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União.

A maior parte do espaço fiscal, R$ 89 bilhões, será usada para custear o Auxílio Brasil de R$ 400 para cerca de 17,9 milhões de famílias. O restante será usado para financiar o reajuste dos benefícios da Previdência Social, que também segue o INPC e cuja estimativa de gastos subiu com o aumento da inflação. O espaço fiscal também viabilizará o reajuste do seguro-desemprego e de benefícios de assistência social, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

 

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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IMAGEM: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, deixou de fora da pauta de julgamentos do primeiro semestre as quatro ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs 6.298, 6.299, 6.300 e 6.305) que questionam os dispositivos que criam a figura do juiz das garantias.

Em janeiro de 2020, Fux, então vice-presidente do STF, decidiu liminarmente suspender a implementação do juiz das garantias até que a decisão fosse referendada pelo Plenário da Corte.

A decisão revogou outra liminar, concedida pelo ministro Dias Toffoli havia uma semana. Na decisão, Toffoli adiou a eficácia do instrumento nos tribunais por até 180 dias e suspendeu dois artigos da Lei "anticrime" (Lei 13.964/2019). Além disso, em portaria, aumentou prazo do grupo de trabalho que trata do tema no Conselho Nacional de Justiça.

Em outubro deste ano, o STF promoveu audiência pública que discute previsões trazidas pela Lei "anticrime", como a implementação do juiz das garantias, o acordo de não persecução penal e procedimentos de arquivamento de investigações.

O juiz das garantias é um dos pontos mais relevantes da lei de 2019. A ideia é que esse magistrado atue na fase de inquérito policial, em todas as infrações penais que não sejam de menor potencial ofensivo. Ele deve ser responsável pelo controle da legalidade da investigação e pela garantia dos direitos individuais, até o recebimento da denúncia. A partir daí, o processo passa a ser conduzido por outro julgar, para aumentar preservar a imparcialidade.

 

FONTE: REVISTA CONSULTOR JURÍDICO/CONJUR

Ministério do Turismo anuncia volta de cruzeiros marítimos em novembro

IMAGEM: MAURO ZOCCHI/EFE/EPA

 

Documento foi assinado pela Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil) e pelas empresas Costa Cruzeiros e MSC, que operam os navios nesta temporada brasileira.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou protocolos sanitários com o presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), Marco Ferraz, e com as empresas Costa Cruzeiros e MSC para proteger tripulantes contra a Covid-19 durante a temporada 2021/2022 em toda a costa brasileira.

Entre as regras, está a definição de testagem semanal de toda a tripulação contra a Covid-19.

Outras medidas já haviam sido determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de outubro. Uma delas era testagem diária de, no mínimo, 10% dos tripulantes por dia. Dos protocolos elaborados pelo MPT, a novidade é que, a partir de agora, as agências marítimas são obrigadas a testar toda a tripulação semanalmente.

A obrigatoriedade de apresentação do comprovante de vacinação dos tripulantes e, também, a testagem RT-PCR com resultado negativo em até 72 horas antes do embarque também já estavam em vigor com as determinações da Anvisa.

O MPT garantiu, ainda, a obrigatoriedade de acompanhamento médico aos trabalhadores, além da impossibilidade de redução de pagamento do salário dos tripulantes durante o período do afastamento.

Cruzeiros na pandemia

Em março de 2020, como muitos casos da Covid-19 foram registrados dentro dos cruzeiros marítimos, a temporada precisou ser interrompida e grande parte dos navios permaneceram nos portos de origem. Tripulantes foram repatriados e voltaram aos seus países. As companhias tiveram que paralisar suas atividades.

Inicialmente, as viagens da temporada 2020/2021 começariam em janeiro de 2020 com apenas duas embarcações no Porto de Santos, considerado o principal local de saída das embarcações. No entanto, em dezembro, a operadora MSC, a única que operaria, decidiu cancelar a temporada de cruzeiro no país e não houve saída de embarcações deste tipo no cais santista.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou a divulgar, em setembro deste ano, que naquele momento a temporada de cruzeiros 2021/2022 não estava autorizada em toda a costa brasileira, ainda devido à pandemia.

No entanto, no começo de outubro, o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, divulgou que a temporada aconteceria. "A temporada está autorizada pelo governo, o presidente determinou empenho total para que nós conseguíssemos liberar, porque os navios geram em torno de 42 mil empregos no Brasil entre diretos e indiretos", disse em uma transmissão ao vivo.

A Anvisa se reuniu com representantes de associações e de empresas que operam os cruzeiros marítimos no Brasil para discutir os protocolos sanitários, que devem ser adotados durante a temporada no país. Além disso, uma portaria do Ministério da Saúde também autorizou e detalhou as condições de viagens, que devem ser seguidas pelas empresas responsáveis pelas embarcações.

FONTE: G1

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IMAGEM: HOWARD HALL

Visando o desenvolvimento da aquicultura, RJ poderá ter Complexo Pesqueiro

Projeto é de autoria do deputado Ronaldo Anquieta; complexo terá como finalidade atender às demandas do setor no estado

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou, na última quarta-feira (14/12), um projeto de lei, de autoria do deputado Ronaldo Anquieta (MDB), que autoriza a implantação de um Complexo Pesqueiro no estado, visando promover o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura em território fluminense.

”Desde a desativação do terminal pesqueiro da Praça XV, em 1992, a atividade pesqueira ficou abandonada, sem um local de desembarque adequado e sem incentivos econômicos por parte das autoridades, resultando no fechamento de empresas, na migração das empresas para outros estados, na perda de espaço físico e da mão-de-obra para outras empresas”, explica Anquieta, antes de complementar.

”A ausência de um terminal pesqueiro que comporte embarcações médias e grandes abre espaço para que embarcações vindas de outras localidades levem para fora do estado o pescado para ser beneficiado em outras regiões, deixando, assim, de gerar emprego e renda no RJ”, diz.

O deputado afirma ainda que ”a promoção de melhorias e o fortalecimento da atividade pesqueira no estado, junto com a qualificação profissional dos trabalhadores ligados a esse campo, bem como o desenvolvimento dos setores econômicos da pesca e afins, geram emprego e renda diretos e indiretos, fomentando a economia local e maximizando a arrecadação estadual, atraindo empresas ligadas ao setor”.

Vale ressaltar que, segundo o projeto, número 5114/2021, o Complexo Pesqueiro terá como finalidade atender às demandas do setor no estado, às atividades de movimentação e armazenagem de pescado e de mercadorias relacionadas à pesca, a geração de empregos diretos e indiretos e a diminuição da distância entre a matéria-prima e o mercado consumidor final.

Outro ponto importante a ser mencionado é que a estrutura física deverá ser construída e aparelhada para atender às necessidades das atividades de movimentação e armazenagem de pescado e de mercadorias relacionadas à pesca, podendo ser dotado de estruturas de entreposto de comercialização de pescado, de unidades de beneficiamento de pescado e de apoio à navegação de embarcações pesqueiras, tais como, ancoradouros, docas, cais, pontes e piers de acostagem, terrenos, armazéns frigorificados, ou não, edificações, entrepostos e vias de circulação interna, bem como pela infraestrutura de proteção e acesso aquaviário ao Complexo Pesqueiro, compreendendo guias-correntes, quebra-mares, eclusas, canais, bacias de evolução e áreas de fundeio.

”O Complexo Pesqueiro será parte fundamental da infraestrutura aquícola e pesqueira do estado, e funcionará como entreposto de pesca na área portuária da cidade. O Complexo tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura no RJ, por meio da implantação de um conjunto de ações planejadas e articuladas, tendo como eixos transversais a promoção de tecnologias sustentáveis, respeitando o sistema de organização social das comunidades tradicionais pesqueiras, valorizando os recursos naturais locais, práticas, saberes tradicionais; o fortalecimento da cadeia produtiva, entre outros”, conclui Anquieta.

 

FONTE: DIÁRIODORJ.COM

IMAGEM: GOVERNO DO ESTADO MATO GROSSO DO SUL

 

Lei sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja torna os banhados das nascentes dos rios da Prata e Formoso, nas cidades de Bonito e Jardim, área de preservação permanente. A área, equivalente a 13.659 hectares, será gerenciada pelo poder público.

O estudo que serviu de base para elaboração do projeto foi elaborado pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), com participação das prefeituras de Bonito e Jardim, do Ministério Público e da Famasul.

Com a sanção da nova lei, será possível evitar alterações do uso do solo na região, que podem levar terra e outros sedimentos junto com as águas das chuvas para dentro dos rios, provocando a turbidez das águas cristalinas e colocando em risco o turismo, a exemplo do que aconteceu anos atrás.

 

FONTE: Katiuscia Fernandes - Subcom/GOVERNO DO ESTADO MS

 

Santa Fé - Argentina, Mercosul

IMAGEM: ISAC NÓBREGA/PR

Cúpula do Mercosul: 'Momento é decisivo para o futuro do bloco', diz especialista

A nova cúpula do Mercado Comum do Sul (Mercosul), que ocorre nesta semana, nestas quinta (16) e sexta (17,) deverá ser decisiva para o futuro do bloco. Esta é a avaliação de Tanguy Baghdadi, professor de Relações Internacionais da Universidade Veiga de Almeida.

O encontro seria realizado em solo brasileiro, mas foi alterado para o formato virtual por Jair Bolsonaro, que preside temporariamente o bloco.

Segundo o Itamaraty, o motivo seria o avanço da nova variante Ômicron do coronavírus, considerada "de preocupação" pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas na prática, segundo a mídia brasileira, a mudança estaria mais relacionada à falta de alinhamento entre os dois principais países da região, Brasil e Argentina.

O professor Tanguy aponta, em entrevista à agência de notícias Sputnik Brasil, que o clima entre Bolsonaro e o presidente argentino, Alberto Fernández, não é dos melhores e que nenhum dos dois faz questão de esconder a falta de afinidade política.

A dificuldade do bloco em chegar a consensos sobre acordos e reformas, como a redução da Tarifa Externa Comum (TEC), também é um entrave para definições que beneficiem os países-membros. 

Além de Brasil e Argentina, Uruguai e Paraguai também integram o bloco como fundadores. A Venezuela continua suspensa do grupo por supostamente descumprir normas do bloco, de acordo com os demais participantes.

"O problema do Mercosul é com relação ao futuro, o que se espera do Mercosul daqui para frente. Temos dois países que são favoráveis à manutenção do Mercosul nas bases atuais, que são Argentina e Paraguai. Eles consideram que qualquer mudança muito abrupta pode ser muito nociva para o interesse dos países", explica Baghdadi.

Segundo o professor, Brasil e Uruguai vêm adotando uma postura mais reformista e em busca de maior liberdade para realizar acordos bilaterais fora do bloco.

Recentemente, o governo uruguaio anunciou "avanços concretos" em discussões para um Tratado de Livre Comércio com a China, o que desagradou Argentina e Paraguai, que prezam pela unidade do bloco.
Pelas regras do Mercosul, todas as negociações comerciais precisam ser feitas em bloco e cada decisão requer consenso entre os membros, que têm o poder de veto a um acordo ou tratado.

Por isso, segundo o especialista, este é um momento decisivo para o bloco. A depender das conversas na cúpula nesta semana, o Mercosul poderá realizar ajustes em suas normas ou dar início a um processo de ruptura de acordos do bloco.

"Imagina-se que essa questão sobre o futuro do Mercosul vai ser o assunto principal. Por ser virtual, não dá espaço para uma discussão tão aprofundada quanto o encontro presencial entre os presidentes. Mas esse é um momento absolutamente central de definição do futuro do Mercosul", afirma o professor da Veiga de Almeida.

Os 'cenários de crise' para a Argentina

De acordo com Baghdadi, a Argentina tem tentado contornar primeiro a crise doméstica, antes de olhar para os problemas do bloco.

Ele explica que as discordâncias do presidente Alberto Fernández com sua vice, Cristina Kirchner, fez eclodir uma reforma ministerial recentemente, em meio a um momento de instabilidade política, com a perda da maioria no Senado para a oposição nas eleições legislativas há um mês. 

Por isso, Fernández tem tentado unir o campo peronista, do qual ambos fazem parte.

Na última sexta-feira (10), os dois estiveram no ato "Democracia Para Sempre", que reuniu milhares de apoiadores na Plaza de Mayo e contou com a presença dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e José Mujica, do Uruguai.

O evento marcou os 38 anos de estabilidade democrática na Argentina e o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

"O Alberto Fernández preferiu lidar com a questão doméstica. Parece-me que muitos presidentes fariam uma opção similar. Mas isso acaba afetando profundamente a capacidade de se ter uma reunião um pouco mais amistosa com a Argentina", diz o professor.

Bolsonaro x Lula

Em 2022, ocorrem novas eleições presidenciais no Brasil. E de acordo com a última pesquisa Ipec, divulgada na terça-feira (14), o ex-presidente Lula lidera com folgas, com mais que o dobro das intenções de voto do atual presidente, Jair Bolsonaro. O petista tem 48% das menções, contra 21% de Bolsonaro. Os demais candidatos não passam de 6%.

Para o especialista, a possível volta de Lula não deve interferir na cúpula em termos de acordos e deliberações. Porém, segundo ele, essa perspectiva, combinada à proximidade de Fernández com o Lula, deixa a relação entre os dois atuais presidentes dos países ainda mais chamuscada.

"A relação fica um pouco mais azeda, mas ninguém fica em compasso de espera por causa disso, até porque a definição tem que ser feita agora. Ainda existe mais um ano de mandato do Bolsonaro. Então, não acredito que o Mercosul possa se dar ao luxo de esperar um ano para iniciar uma discussão acerca do que será o bloco nos próximos dez anos, por exemplo", explica.

Acordo de Livre Comércio com a União Europeia

Segundo Baghdadi, com tantas preocupações em vista, o Mercosul nem deverá debater o possível acordo de Livre Comércio com a União Europeia. Isso porque, ele explica, a aprovação do acordo não está nas mãos do bloco

"Não há nada a ser discutido na prática. O Mercosul está em compasso de espera, aguardando a posição dos países europeus. E é uma aprovação muito difícil, pois tem que passar pelo parlamento de 27 países europeus, então, é algo bastante improvável que ocorra, pelo menos no curto prazo. Um país não aprovando leva ao bloqueio do acordo", ressalta.

União como 'trunfo' ou liberdade para negociação?

O professor de Relações Internacionais lembra que houve um tempo em que Brasil e Argentina andavam de mãos dadas quando o assunto era relações comerciais. E ambos saíam ganhando.

Para Baghdadi, o Mercosul ainda tem todas as condições de recuperar a força que teve no passado recente, mas as divergências políticas atuais não têm contribuído para o bloco. Pelo contrário, com os desentendimentos, as normas criadas pelo grupo acabam criando mais amarras do que soluções.
Segundo o professor, neste momento, o Mercosul "não está tendo um pleno funcionamento", impedindo que o bloco possa ser "um trunfo" no processo de retomada econômica.

O especialista aponta que a discussão atual, mesmo com diagnósticos diferentes, deveria ser sobre a busca de uma solução para o bloco. Para ele, os membros devem resolver se desejam que o Mercosul volte a ter centralidade para a região ou se vão optar por dar liberdade para que os Estados encontrem suas próprias alternativas.

"Apostaria que o Mercosul será mais flexível, como querem Brasil e Uruguai. Não acho que isso levará ao fim do bloco, mas ao enfraquecimento, com mais liberdade aos países. É minha opinião, mas acredito que nesse momento nos encaminhamos mais nessa direção", afirmou.

 

FONTES: JORNAL DO BRASIL/com agência Sputnik Brasil