A Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Afins – FNTTAA, que representa e defende em âmbito nacional, os interesses dos trabalhadores brasileiros do setor aquaviário, em águas interiores e continentais: Marítimos, Fluviários, Pescadores (Pesca Industrial), Mergulhadores, bem como empregados de Agências e empresas brasileiras de navegação nas Navegações de Longo Curso, Cabotagem, Apoio Marítimo (offshore), Interior e Apoio Portuário, celebra 90 anos de existência.
Ao longo dos 90 anos de atividades, a FNTTAA tem participado das principais conquistas sociais e trabalhistas para os trabalhadores aquaviários que são a espinha dorsal da cadeia de suprimentos global:
- A Convenção do Trabalho Marítimo (MLC): Muitas vezes chamada de "carta de direitos dos marítimos", a MLC nasceu de intensas negociações da ITF com organizações trabalhistas globais. Ela consolidou décadas de regras fragmentadas em uma estrutura unificada que garante salários justos, condições de vida dignas, conectividade social obrigatória e limites para a jornada máxima de trabalho.
- Combate ao sistema de "bandeira de conveniência" (FOC): As federações lutam contra armadores que tentam burlar as leis nacionais registrando embarcações em países com regulamentações frouxas.
- Priorizando os marítimos como trabalhadores essenciais: Durante crises globais, como a pandemia de COVID-19, as federações lançaram campanhas de defesa em larga escala para garantir que os marítimos tivessem liberdade de movimento, acesso a vacinas e direitos de repatriação quando estivessem retidos a bordo de navios.
- Supervisão Global de Segurança e Meio Ambiente: As Federações desempenham um papel crucial e contínuo nas negociações tripartidas com a Organização Marítima Internacional (IMO) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) para tornar obrigatório o treinamento em segurança, atualizar as respostas a riscos e eliminar o assédio no local de trabalho.
- Transição Climática Liderada pelos Trabalhadores: As Federações garantem que a transição para um transporte marítimo automatizado e ecológico não deixe os trabalhadores para trás. Elas pressionam ativamente por condições sociais atreladas aos investimentos marítimos, exigindo requalificação profissional de qualidade, educação de adultos e proteções por meio de acordos coletivos para os trabalhadores.
Assim, os parabéns vão para todos que deixaram sua contribuição nestes anos todos e para os que agora cooperam na construção desta importante história.
Uma Federação forte se constrói com sindicatos fortes, representativos e atuantes em suas bases.
A todos meu muito obrigado!
Ricardo Ponzi
Presidente